30 de jan. de 2009

O que vai e o que fica...

Tem coisas importantes que ficam para sempre, outras mais importantes se vão...Ainda bem que as lembranças são nossas, estão no DNA de cada um e isso ninguém pode tirar. Ahhh as boas lembranças... Cada vez que penso nisso me alegro, me conforto, me excito. Mesmo que um grande momento pode ser vivido por mais de uma pessoa existe a justiça de ambos terem 100% de lembrança, não é individual.O mesmo acontece com a perda. A perda é sempre para os dois lados, ambos perdem. A dor também... Por mais que seja dividida, é inteira, integral.Dói saber que foi, que partiu. Dói saber que tudo mudou e temos que nos adaptar. Dói saber que as lembranças serão apenas aquelas e não terão outros momentos que nos darão novas lembranças.A dor fica, e fica mesmo. Dor de perda e complicada, é difícil. Perde-se família, perde-se namorada/o, perde-se um pet, perde-se um amigo... Pra mim são dores irreparáveis.Putz... Pensando assim... Como é fácil perder um emprego, um show, um jogo do time do coração, uma balada... Pra quem fica, fique mesmo! Fique e aproveite. Afinal a cada momento vivido está sendo construída uma nova lembrança, então que seja das boas! Pra quem vai, vá com paz, vá sabendo que deixou alguém que ficará com a dor, mas também com excelentes lembranças.
Hoje, 30/01 é o dia da Saudade
Esse vídeo representa tudo isso...

DdV para sempre!

Sendo_Thot

6 comentários:

  1. Infelizmente devo concorda com vc "Palhaca Triste". Parece que para certas coisas na vida, so se chega ao sucesso, a felicidade se antes vier a provação que vc realmente merece aquilo. E daí a dor... PQP e que dor hein!
    Olha só, curiosamente eu aluguei esse filme no final de semana do "o que vai", como o título desse post. Mas para ser bem sincero, não estava em condições de assistir ao filme, então não peguei a moral da história direito. O filme está ripado no micro, vou assistí-lo qq dia desses.
    Valeu pela dica.

    No Pain No Gain...e vero paisa!

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  2. Oie!! Passei pra conhecer o blog, parabéns! É sempre bom ter um espaço pra expressar nossas idéias, sentimentos, o que for. Sobre o texto, realmente a dor da perda é irreparável, mas acho que quando perdemos algo, ou alguém, sempre ganhamos alguma coisa em troca, mais cedo ou mais tarde, nem que seja maturidade, sabedoria. Um beijo grande, saudades! Kiki

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  3. Falou tudo Kiki!
    O começo não é fácil mesmo, mas sempre aprendemos algo depois. Maturidade e sabedoria, gostei disso, vc está certa!
    Obrigado pela visita, venha sempre!

    Saudades
    Beijo!

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  4. De tanto querer evitar a vida, muitas vezes condenamos nossa existência á morte ( ao cotidiano inerte, opaco, sem viço, sem cor e sem flor).
    Reviravoltas são necessárias e perder a vida, querendo o tempo todo salvá-la é mortífero por si só.
    Lucrécio evoca em algum lugar essas pessoas que se matam para escapar a angústia, um longo suícidio postergado: toda uma vida na sombra. Como escapar a isso? Devemos buscar a vida e suportar a entrada do novo todos os dias.
    Refazer projetos, reconstruir relações de amor e amizade, reencontrar-se com o antigo, abrir-se para o novo (novo amigo, nova cor, novo vestido, novo amor, novo olhar...), suportar o estilhaçamento da fantasia. '' Si vis vitam", dizia Freud modificando o adágio latino bem conhecido, para mortem: se quer suportar a vida com seus enigmas e dores, esteja pronto para aceitar a morte.
    O real nos machuca, e o luto marca o fracasso do narcisismo. Por isso cumpre amar em pura perda, sempre, e essa puríssima perda do amor faz renascer.
    Gostar do outro com algum desprendimento, sem tocá-lo tanto, sem querer aprisioná-lo, amá-lo ainda que de longe...Escrevo isso trêmula, sabendo-me incapaz de uma sabedoria assim, mas convencida também de que não há outra saída para uma vida mais plena.
    Montaigne talvez tenha dito tudo numa frase: " Todo contentamento dos mortais é mortal."E da mesma forma eu poderia citar Epicuro, Lucrécio, Spinoza, mas lembro-me agora de François George: '' temos uma ferida por onde nosso sangue não para de escoar, da mesma forma que nosso coração não para de bater.
    O tempo, doença crônica e incurável, constitui nossa vida em perda de ser..."Viver é perder, já que não se pode possuir ou guardar nada- e viver também é vencer, já que é o que basta.
    Somos sobreviventes e isso já é muito! Sem defesas, sem garantias e sabendo perder, eis o início de uma vida que se faz poesia sempre. Todo dia recomeço....

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  5. Que lindo isso Ada.Penso que seja realmente assim,um recomeço diario.

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  6. Ada... mais uma vez sabiamente vc ilustrou toda uma situação, dores e renascimento com suas palavras.
    "Somos sobreviventes"... é isso mesmo.

    Obrigado pelo maravilhoso texto. Tenho certeza que todos que tiveram a oportunidade de ler isso, se beneficiaram destas palavras!
    Lindo!

    Bj

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