17 de jan. de 2009

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4 comentários:

  1. Escapismos na cidade, cinema, corpografias....

    Na minha relação com a cidade, algumas coisas me encantam: a diferença que grita em cada sujeito, uma flor que nasce no concreto, um pássaro no meio da modernidade dura e fria, as cores e os cinzas, os odores e os cheiros bons, um sorriso aberto, um" bom dia " despretencioso em meio a correria, uma delicadeza inesperada de um passante . Em qualquer lugar eu gosto do céu, sempre olho para o alto e tento vislumbrar um mais além da cidade. Gosto do ceú ,e ele sempre foi para mim, uma metáfora do infinito, do inexplicável e do imponderável. E a vida está mais ou menos aí, não?! Há um tanto de vulnerabilidade em olhar para o céu, perceber a grandeza e o muito pequeno se encarando, pois como diz Carpinejar: " Viver é mesmo um constrangimento: é vulnerabilidade."



    Numa pesquisa sobre a questão do corpo na cidade me encontrei com um maravilhoso livro- A rampa de Serge Daney da editora Cosac Naify.



    Vi que Daney não pertence apenas ao cinema, mas suas idéias e plataformas servem como rampa para pensar as relações entre arte contemporânea, o público, as cidades e os espaços de exibição. Ele tenta decifrar o quê significa habitar uma atmosfera saturada de imagens- virtuais, digitalizadas e outras. Nos conduz a repensar nossas escolhas éticas e morais do cotidiano nos levando numa excitante viagem pelo cinema. Traz a marca do poder da câmera e o jogo de esconde- esconde entre o que é visto e o que só é imaginado, situando o cinema como uma arte que tem a possibilidade de subverter a imagem e ter um outro olhar sobre o humano. O cinema como uma abertura a criatividade e a imaginação em tempos de tédio acachapante.



    Ao folhear tive um agudo sentido de prazer. Um escapismo com alguma crítica.



    Sim, confesso gostar dessa palavrinha escapismo. No meio de tantas coisas funestas que ameaçam nosso humor no cotidiano das cidades, o único remédio é fugir e nos refugiarmos na arte- desejo de vida, desejo por beleza...Os olhos e a mente tem a possibilidade de viajar, de tornar-se ciganos no cotidiano, trilhar diferentes maneiras de entender e procurar inspiração longe do desagradável e do óbvio. Cabe nisso uma celebração da vida, uma diversão, um deleite, uma dança. Pina Bausch diz que quando se descobre a dança, aprende-se a sonhar. Dançemos na cidade e que possamos marcar nosso corpo num universo de concreto e máquinas.


    O escapismo pode e deve ser adotado individualmente. Sem pregar a alienação, a falta de consciência podemos dar asas à nossa imaginação na procura do agradável e do belo. Devemos testar, provar, experimentar com entusiasmo as coisas do mundo. Daí lapidamos nossas atitudes sem arrogância. Aliás o quê é a vida, senão a interpretação que temos dela? Oscar Wilde dizia: '' Interpretar é tão mais real que a vida." (com toda a liçenca poética que isso comporta!)
    E como saída para a monotonia e a falta de tempo da modernidade venho buscando construir algo de" um estilo de ser no mundo". Aparelhados dessa nova maneira de vestir e de sentir e de uma nova percepção e satisfação, estaremos a caminho de imprimir nosso estilo no mundo- essa tão misteriosa e ambicionada virtude. Quando caminhamos por nossa singularidade, temos valiosas e felizes surpresas na vida, mesmo que esse não seja o caminho mais óbvio e mais fácil. Gosto de exercer uma entusiástica imaginação e criatividade, curto escrever, adoro ser lida, sem que isso se caracterize como um exercício narcisista- mas como uma saudável vaidade.
    Sim, sejamos atrevidos, pois o oposto da vaidade é o excesso da humildade- coisa para hipócritas. E como ando em um "momento Oscar Wilde" estou seguindo seu conselho: " Amar a si próprio é o começo de um romance que durará para toda a vida." E o que eu quero é o romance sempre, esse frescor que traz cor a vida.
    Para finalizar esse pequeno exercício de escapismo e banalidades com um certo sabor de '' decadence with elegance" não tenhamos medo do bizarro, do absurdo, do mau gosto. Diana Vreeland, editora da Vogue sempre diz:
    "Por que se preocupar tanto com o bom gosto? Um pouco de mau gosto é como uma boa pitada de pimenta. Todos nós precisamos de um porção pequena de mau gosto- é energético, caloroso e saudável( e mais humano do que a assepsia do extremo bom gosto- intervenção minha!). E é da falta de gosto que sou contra."
    Que seja humanamente possível conviver com os gostos e maus gostos de cada um, porque o pior de tudo é a apatia, sempre!

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  2. Sou suspeita para falar, porém acredito que temas de origem do comportamento da raça humana, são sempre bem vindos e nos fazem bem.

    Se não faz bem, mal não faz, certo?

    Temas que possam, acho, melhorar esse nosso momento perdido de desejo de sincronia perfeita e a incapacidade de admiração sincera, extremos que caminham juntos, estamos dando pouco valor às poucas coisas que merecem.

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  3. Não discordo de nada dito anteriormente.

    "adamourad" citou acima: " Amar a si próprio é o começo de um romance que durará para toda a vida."
    Cada vez mais temos provas de que o amar a si mesmo esta ficando em segundo lugar. Vejo isso, por exemplo, nessa nova fase onde a tecnologia nos coloca tão próximos um dos outro. Orkuts, MySpaces, Blogs, SecondLife, etc... Nos expomos cada vez mais e para isso temos que estar bem. Mas será que as fotos postadas são as mais naturais ou são as escolhidas a dedos devido a avalição do outro?
    Penso que nessa onda de tudo e todos próximos nos forçam a estarmos sempre preocupados com aparência, gestos, poses e tal... O convívio na comunidade é legal, e necessário, porém acho que estamos perdendo o foco principal.
    Uma coisa que me deixa pensativo com relação a tudo isso, na verdade me deixa P da vida, é essa mania adotada pelas revistas, até aquelas que se julgam mais sérias, de colocar comentários vaidosos nas legedas das fotos. Outro dia lendo a Veja na seção de datas, tinha algo importante sobre alguém e na legenda trouxe comentários sobre o peso da pessoa, olheiras, barba por fazer, etc etc... Realmente questiono se esse é o relevante da história. Parece que hoje em dias as pessoas se preocupam só com isso. Moda sempre existiu...mas para onde estamos indo...
    Uma distância do mundo nos traz de volta para o centramento, o que é importante de verdade. Por isso concordo com a relação homem-natureza. Pena que numa cidade tão grande isso não seja tão comum.
    Para fechar... recebi um e-mail com uma frase do Dr. Drauzio Varela dizendo: "No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem".

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  4. Fala sr edson muito bacana a iniciativa vo deixar aqui no meus favoritos e vo postar algumas ideias e pensamentos que agora tao me enchendo a cabeça rsrsrs ja aproveitando deixo aqui 2 videos pra quem quiser assitir que me fizeram pensar muito em determinados assuntos que hoje em dia ninguem anda pensando...

    o primeiro é um filme lingo chamado Zeitgeist ele dura 2 horas e voce se digitar no google zeitgeist legendado ele aparece e ja tem o zeitgeist 2 digita legendado tb qe ele aparece sao muito bons para pensar mas nao acreditem assim de primeira pois eles te induzem um pouco tire SUAS PROPRIAS CONCLUSOES .

    O outro sao 6 videos de 50 minutos de um cara chamado Joseph Campbell ele trabalha com mitogia e explica muitas coisas bacanas inclusive ele te fala qual é o sentido da vida acho que é uma das questoes mais bacanas que ele abrange, bom é isso tenho esses videos na minha maquina se alguem quiser assistir sao bem interessantes. abratz di e vamos ver se alguma hora da certo de voce ir conhecer a casa nova amigo abratz

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